Buscar
  • NEIMFA

Oferenda de luz em homenagem aos mortos

O último dia de comemoração de aniversário do neimfa, dia 29 de setembro, marcou o início do Navaratri, um período festivo de nove noites e 10 dias dedicados à devoção de Durga, uma forma especial de Uma Devi, o aspecto guerreiro da Deusa. A culminância do festival é no dia 08 de outubro. No neimfa, comemoraremos o Navaratri nos dias 04 (dia do patrono da nossa casa) e 11 de Outubro. Como forma de encerramento,

No dia 12 de Outubro, faremos a inauguração da nossa biblioteca infantil e a distribuição das sacolinhas de Cosme e Damião.

Depois de alguns dias do Navaratri é celebrado o festival das luzes, conhecido como Diwali ou Deepwali. Neste ano, o festival é celebrado no dia 27 de Outubro. No neimfa, celebraremos o Diwali durante o período que vai do dia 13 de Outubro (lua cheia de amitaba) até o dia 02 de novembro (dia dos mortos). Durante o Diwali, assim como durante o dia dos mortos, é uma prática comum fazermos oferendas de luz na forma de lamparinas ou velas. Nessa ocasião, também nós, faremos uma prece de oferenda de lamparina na forma de velas, como um modo de cultivarmos a lucidez e exorcizarmos a ignorância - esse afeto biopolítico que nos faz ignorar uns aos outros. Também nós, durante o Diwali até o dia dos mortos, faremos uma oferenda de lamparina na forma de velas, para que os nossos corpos, endurecidos como os corpos das velas, possam, uma vez mais, arder de novo. Arder até o ponto em que a consciência desperte para o fato de que cada vela queimada é uma cifra da nossa própria existência. E como metáfora da nossa própria vida, que as velas possam nos ensinar que para iluminar é preciso colocar o nosso próprio corpo à prova... que as velas possam nos lembrar que para (se) iluminar é preciso, antes, queimar, se dar, arder, até (aos poucos) morrer. Durante este período, também nós, faremos uma oferenda de lamparina na forma de velas para que nossa consciência possa despertar para o fato de que, com as velas, compartilhamos um destino comum. Somos feitos da mesma substância. Como as velas, vivemos morrendo. E por isso choramos. Também nós, Durante esse período, faremos uma prece de oferenda de lamparina na forma de velas para que nossa consciência possa despertar para o fato de que, como as velas, a gente nao precisa ter vergonha de chorar, porque nossas lágrimas, nascidas do fogo, é um desejo de luz e calor para esses tempos de assombro e ruptura. Nesses tempos, tempos em que o sopro perverso do fascismo insiste em apagar nossas chamas, faremos uma oferenda de lamparina na forma de velas para que, como Rubem Alves, possamos manter acesa em nós a esperança da alegria... uma alegria difícil, sabemos, mas, ainda assim, uma alegria: a alegria de quem sabe que para brilhar é preciso arder, até morrer... faremos, pois, uma oferenda de lamparina para manter acesa em nós, mas não por nós, a esperança da alegria, a alegria difícil de uma vela: a alegria de quem sabe que um ar-dor assim pungente não há de ser inutilmente.


59 visualizações

© 1986-2018 Núcleo Educacional Irmãos Menores de Francisco de Assis

Amor - Liberdade - Compaixão

  • Facebook Social Icon
  • Instagram Social Icon

Rua Jacaraú, 31. Coque/Joana Bezerra. CEP: 50.080-310